Curso: Rumo ao Mundo de Francisco

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Curso: Rumo ao Mundo de Francisco

Em uma parceria da Afipea com Guilherme Costa Delgado, autor do livro Rumo ao Mundo de Francisco: economia, humanismo e ecologia em tempos de crise, a Afipea apresenta o CURSO RUMO AO MUNDO DE FRANCISCO. O curso ocorrerá online via Zoom serão 06 aulas, que acontecerão às quartas-feiras, a partir de 11/05, às 19h. Participantes receberão Certificados emitidos e validados pela Afipea-Sindical.

O curso irá focar em dois eixos temáticos:
i) as questões da crise econômica, sejam elas da economia real ou dos paradigmas em disputa, relativamente à ciência econômica como paradigma dominante
ii) a abordagem das economias alternativas – a Economia Humana e a Economia Ecológica, ambas tratadas como paradigmas científicos em disputa com a via principal, qual seja, a do capitalismo em sua fase neoliberal, predominante há mais de 40 anos no mundo.

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A par desses conteúdos, o curso levanta questões acerca das experiências do mundo da vida (do mundo real), impostas pelo estado de necessidade gerado pelas crises do sistema econômico de mercado autorregulado. E neste último caso, merece especial destaque a abordagem histórica do “Setor de Subsistência” brasileiro, espaço social que, de longa data engloba os não incluídos no chamado capitalismo organizado e que, ainda hoje, pode ser considerado um setor onde se desenrolam experiências criativas de economia humana, entrelaçadas com sombras de criminalidade e manipulação de certa teologia da prosperidade.

Também avançará sobre outro recorte epistêmico – o enfoque ético-teológico, para o que introduzirá explicitamente a Mensagem do Papa Francisco sobre a hoje chamada “Economia de Francisco”. Esta parte está contextualizada ao ensino socioeconômico da Igreja Católica deste século XXI, abordagem esta amparada em reminiscências dos Evangelhos Sinóticos sobre os fundamentos das economias humana e ecológica. O propósito dessa abordagem é claramente o de responder aos desafios éticos radicais da “Economia de Francisco” para que se coloque “em prática uma economia diferente, que faz viver e não mata, inclui e não exclui, humaniza e não desumaniza, cuida da criação e não a devasta”, nas palavras do próprio Papa.

Em suma, trata-se de oportunidade única para conhecer os desafios de caráter civilizatório que se põem ao espaço planetário em pleno século XXI, clamando por transições e travessias ecológicas e humanitárias contra a barbárie social instalada desde as chamadas inovações econômicas estritamente mercantis. Estas, outrora, foram uma espécie de bastião teórico do desenvolvimento econômico, mas agora se revelam uma grande pedra de tropeço, com prazo cada vez mais curto para ser removida.

Em outras palavras, trata-se de experiência indispensável para nos libertarmos das amarras intelectuais, ideológicas e (i/a)morais do presente, ainda mais quando exacerbadas pela atual catástrofe sanitária global da covid-19, lançando luz sobre a dimensão ética e inescapavelmente humana e ecológica do desenvolvimento econômico e social a futuro.

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