Pílulas de Bom Senso - Afipea

Pílulas de Bom Senso

Em meio ao mar de notícias, fake news, informação e desinformação é preciso ter calma e analisar com cautela os fatos. É esse o objetivo das “Pílulas de Bom Senso“, uma nova coleção da Afipea para fomentar um debate de alto nível sobre o Brasil atual.

O primeiro número tem como título Desdemocratização: Autoflagelo e Barbárie – Um guia para entender a crise brasileira e ousar alternativas civilizatórias. Assinado pelo cientista político Roberto Xavier, o texto aborda a atual situação econômica do país a partir de uma perspectiva política.

“Desconstrução do Estado Nacional: o fracasso do projeto liberal e alternativas progressistas para a reforma administrativa e o planejamento público” é a segunda pílula. O texto assinado pelo economista José Celso Cardoso Jr. aborda o desmonte do Estado e da Constituição Federal de 1988, os fundamentos do Estado, as diretrizes para uma reforma progressista e o planejamento público como a arte da boa política. 

Já no número 3, “A partilha do butim: neoliberais e patrimonialistas lucram com o desmonte do Estado brasileiro“, o assessor parlamentar Vladimir Nepomuceno avalia as investidas contra o funcionalismo, em especial por meio da Reforma Administrativa.

O número 4 tem como título “Cronologia da Destruição: riscos do governo Bolsonaro e o que fazer para pacificar o País”. Escrito por Antônio Augusto de Queiroz, descreve a ascensão de antagonismos, da desinformação e da divisão ideológica artificialmente radicalizada. 

A quinta publicação tem como título “Apontamentos crítico-propositivos ao substitutivo do Senado para a PEC 186/2019 dita Emergencial“. Organizada por José Celso Cardoso Jr., a edição tem uma coletânea de textos que apontam que o atual projeto liberal-fundamentalista não é apenas equivocado dos pontos de vista teórico e histórico; no seu afã por reprimir os gastos públicos reais, salvaguardar o gasto financeiro estéril, vigiar e punir os cidadãos. Ele é, sobretudo, antieconômico em termos capitalistas.

Com uma linguagem bem diferente, o sexto número é a obra de um autor anônimo. Com humor e ironias, um diplomata anônimo escreveu textos que apresentam um contraponto à atual gestão da política externa brasileira. Quarenta deles estão reunidos na coletânea Crônicas tragicômicas de um diplomata resistente.

O sétimo e o oitavo números são complementares. Ambos fazem uma relação entre o cenário político e questões jurídicas que marcaram os últimos anos do Brasil, em uma trajetória pouco animadora. O sistema de Justiça em tempos de operação Lava Jato: Farsa, persecução política e arranjos antidemocráticos, de Tânia Oliveira, apresenta um completo esquadrinhamento dos argumentos utilizados para a condenação do ex-presidente Lula e submete-os, um a um, a uma crítica de elevada maturidade intelectual. Já Rumo ao Abismo – e Depois: o Brasil do golpe a Bolsonaro traz uma análise da realidade atual e um convite à mobilização para a superação de uma crise que parece sem fim.

A nona publicação, é a primeira parte de duas, nomeado de De Temer ao poder hegemônico do centrão – Parte I: 2015 a 2019. O autor, Rudá Ricci, descreve a obra como “uma coletânea de textos que escrevi, quase diariamente, sobre desencontros da política brasileira. São pequenos textos que analisam cada momento do conturbado jogo político nacional, narrando e analisando os acontecimentos entre 2015 e início de 2019, apresentando algumas pinceladas conceituais ou dados de pesquisas recentes”. A Pílula de bom senso da Afipea nº 10 é a Parte II: De Temer ao poder hegemônico do centrão: 2020 a 2021. “Nesta segunda parte, a angústia do impasse político toma conta de vários artigos. A razão dessa angústia se deu na medida em que a realidade nacional apresentava um paradoxo infernal, composto por sinais trocados e contraditórios como o enfraquecimento do bolsonarismo, a desorganização da esquerda nacional, a ascensão do bloco político de direita, autodenominado “Centrão”, explica Rudá Ricci.

De autoria de Ganz Lúcio, o Pílulas de Bom Senso 11 discorre sobre o papel de sindicatos na atualidade diante das mudanças que ocorrem no mundo do trabalho. Para o autor, o desafio é criar um novo sindicalismo para fazer frente a este novo cenário de forma a recolocar o sindicato como representante do trabalhador presente no chão desse sistema produtivo em mudança.