Assediômetro passa das 700 situações identificadas

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Assediômetro passa das 700 situações identificadas

Criado para demonstrar a amplitude das práticas de Assédio Institucional no Brasil, o Assedimômetro já marca 709 situações identificadas no governo de Jair Bolsonaro. Destacam-se as ocorrências referentes a servidores públicos (48), saúde pública (46) e ensino superior (23).

O levantamento realizado pela Afipea e pela ARCA aponta, porém, que o Assédio Institucional tem atingido diversos setores do Poder Executivo, incluindo Forças Armadas e Policiais (22 casos). Há ainda situações em que a Democracia (36 ocorrências), a Imprensa (12) e mesmo a Ciência (16) também são alvos.

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O Assédio Institucional de natureza organizacional caracteriza-se por um conjunto de discursos, falas e posicionamentos públicos, bem como imposições normativas e práticas administrativas, realizado ou emanado (direta ou indiretamente) por dirigentes e gestores públicos localizados em posições hierárquicas superiores, e que implica em recorrentes ameaças, cerceamentos, constrangimentos, desautorizações, desqualificações e deslegitimações acerca de determinadas organizações públicas e suas missões institucionais e funções precípuas.

Já o Assédio Institucional de expressão moral caracteriza-se por ameaças (físicas e psicológicas), cerceamentos, constrangimentos, desautorizações, desqualificações e perseguições, geralmente observadas entre chefes e subordinados (mas não só!) nas estruturas hierárquicas de determinadas organizações públicas (e privadas), redundando em diversas formas de adoecimento pessoal, perda de capacidade laboral e, portanto, mau desempenho profissional no âmbito das respectivas funções públicas. No interior do setor público, geralmente, assédio organizacional e assédio moral estão correlacionados, caracterizando o assédio institucional no setor público.

Quer saber mais sobre Assédio Institucional? Acompanhe a coletânea de publicações elaborada pela Afipea

O Assediômetro tem sido atualizado por um método de busca ativa, porém não exaustiva, de situações de assédio institucional divulgadas ou relatadas por veículos da imprensa, mídias sociais e entidades representativas de servidores que são representativas das características apontadas acima. As notícias são classificadas em um quadro que lista, agrupa e sintetiza os casos de assédio de acordo com o seu objeto principal, podendo ser amplos como os temas da “democracia”, “instituições” ou o coletivo de “servidores públicos”, ou específicos tais como as diversas organizações públicas listadas no quadro completo. Especificamente para a construção do gráfico, as notícias são contabilizadas, agrupando-as segundo os respectivos “episódios ou objetos do assédio”, razão pela qual os casos totais são numericamente maiores que as notícias de onde eles provém, já que uma mesma notícia pode conter relatos sobre mais de um objeto assediado.

A página do Assediômetro também é um canal para a coleta de denúncias, que podem ser feitas por um formulário online ou pelo e-mail assediometro@arcadesenvolvimento.org