Ipea paralisa pela primeira vez em 28 anos

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Ipea paralisa pela primeira vez em 28 anos

Debate público realizado na marquise do Ipea, no centro de Brasília

Na última sexta-feira (30/6), servidores do Ipea paralisaram pela primeira vez desde 1989. O indicativo de greve foi aprovado em assembleia no último dia 26 de junho e a categoria aderiu ao movimento nacional contra as atuais propostas de reforma trabalhista e previdenciária.

Foi a primeira paralisação desde 1989

“Não é contra reformas. É contra estas reformas, como elas estão nos projetos de lei”, afirma Joana Mostafa, da diretoria da Afipea Sindical. “As reformas não estão sendo amplamente discutidas com a sociedade”, completa.

Para ampliar a discussão, a Afipea aproveitou o dia da paralisação para realizar um debate público, na marquise do Ipea, em Brasília e no Rio. Mais de 60 pessoas participaram do evento, que teve como convidados Tiago Oliveira, do Dieese, e os pesquisadores André Campos e Antônio Teixeira, ambos do Ipea. Também houve a presença do presidente da Anesp, Alex Canuto e do presidente da Assecor, Leandro Couto.

Com duas horas de duração, o debate foi marcado pela diversidade, com falas que variaram de teses mais liberais às mais voltadas ao ponto de vista das organizações de trabalhadores. “Foi uma pluralidade grande de opiniões e enfoques. Uma contribuição ótima para a discussão sobre as reformas”, explica Joana Mostafa.

A escolha do local do evento, em uma área pública na região central de Brasília, também aconteceu para chamar a atenção para o abandono do setor, onde há prédios esvaziados e depredação de patrimônio a menos de 700 metros da Esplanada dos Ministérios.

Além de servidores do Ipea, evento também contou com a participação de outras categorias no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro
A sede regional da Afipea Sindical realizou um debate com o pesquisador Sandro Sacchet de Carvalho, do Ipea, que explicou a atual proposta da reforma trabalhista e seus impactos para o País. A mobilização começou às 9h da manhã e contou com as presenças dos presidentes da Afbndes, Thiago Mitidieri, e da Anfip, Vilson Romero, além de representantes da Assibge e de cidadãos que passavam próximo à sede da Afipea no Rio de Janeiro, localizada na região central.

“Foi uma forma de mostrar para a população que a gente não parou para parar de trabalhar. A gente parou para se mobilizar”, diz o presidente regional da Afipea no Rio de Janeiro, Salvador Werneck. Para ele, a primeira paralisação do Ipea em 28 anos teve como objetivo discutir temas que dizem respeito não só aos servidores do órgão, mas de todos os brasileiros. “É uma postura no sentido de participar mais ativamente sobre debates de amplo interesse, ampla repercussão nacional”, finaliza.

Afipea também realizou debate no centro do Rio de Janeiro