Conheça o servidor centenário do Ipea, associado homenageado no dia do servidor público

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Conheça o servidor centenário do Ipea, associado homenageado no dia do servidor público

Em homenagem ao dia do Servidor Público, a Afipea aproveita a oportunidade para homenagear especialmente nosso associado centenário: Antônio Patriota. Patriota completa 100 anos no próximo sábado (29/10), é servidor do Ipea desde os 61 anos e associado da Afipea há 31. Na manhã desta quinta-feira (27), ele participou, à convite da Afipea, do evento em comemoração ao dia do Servidor Público, no auditório do Ipea, em Brasília. Antônio Patriota recebeu menção honrosa e fez um breve discurso com a sua trajetória no serviço público.

O profissional
A carreira de Patriota é longa e carregada de muita experiência. Ele é bacharel em jornalismo e também formado pelo Instituto Rio Branco, área em que atuou durante a maior parte da sua vida. Antônio trabalhou como diplomata por 20 anos. Não chegou a ser embaixador do Brasil, mas com grande êxito, foi Chefe de Missão das Nações Unidas, no Caribe por seis anos.

Aposentado do Itamaraty e das Nações Unidas aos 60 anos, Patriota volta à Brasília para trabalhar na Subsecretária Internacional de Planejamento da Presidência da República. Foi quando foi contratado pelo Ipea. Aqui permaneceu por 12 anos deixando muito conhecimento e simpatia por onde passava.

Ainda mais novo chegou a trabalhar em algumas empresas privadas: “Eu estava em formação, lutando para um lugar melhor no mundo. Mas o ingresso na Carreira Diplomática mudou por completo a minha vida”, conta o centenário.

O homem e a sua longevidade
Antônio nasceu em Natal, Rio Grande do Norte. Ficou viúvo há 1 mês, foi casado por 73 anos com Maria Thereza de Aguiar Patriota, sua segunda esposa. Tem seis filhos, sendo que quatro seguiram a carreira de servidores públicos na diplomacia, e ele se enche de orgulho para falar “eu levei os meus filhos para o Itamaraty”. A família é grande, tem ainda 17 netos, 11 bisnetos e muito amor.

É claro que para chegar tão longe e com tanta saúde, Pat (como é chamado pelos amigos) deve ter algum segredo. Para ele, o fato de sempre ter praticado muitos esportes foi fundamental. “Fiz muita ginástica, natação e joguei tênis até os 93 anos. Só parei porque o joelho já não aguentava mais”, explica ele. “Sempre tive uma vida saudável” diz o centenário.

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“Nunca fumei e bebo whisky moderadamente”. Além das atividades físicas, Patriota também não deixa sua mente parar. Lê muito, em quatro línguas (português, inglês, espanhol e francês), toca piano e se mantém sempre atualizado.

Após ter morado no Caribe, Suíça e Estados Unidos, Antônio revela que seu o sobrenome não é por acaso. “Eu não escolheria outro lugar para viver. Aqui eu encontrei lugar para subir na vida. O Brasil foi meu grande impulso”. Mas apesar do carinho e apego pelo país, ele deixa clara a seguinte opinião: “Tudo tem que melhorar no Brasil. Na verdade ele já tem melhorado, mas tem condições para melhorar muito mais”.

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